Jogos Escolares da Juventude 2016

O Comitê Organizador dos Jogos Escolares da Juventude 2016, para alunos-atletas de 15 a 17 anos, ganhou dois reforços argentinos. O fisioterapeuta Mariano Acosta e o estudante de educação física Franco Lafarga estão trabalhando na área de infraestrutura dos Jogos na montagem de quadras e áreas de competição.

Os dois fazem parte da equipe de 85 pessoas do Comitê Organizador. Mariano, coordenador de esportes da Escuela Italo-Argentina Castel Franco, de Córdoba (ARG), conheceu os Jogos Escolares da Juventude no ano passado, quando levou uma equipe de atletas para disputar a competição em Fortaleza 2015. Ele acompanhou o evento de 12 a 14 anos, em setembro, e agora foi convidado para participar da organização.

“É um evento grandioso. As pessoas trabalham com um sorriso no rosto, muito contentes, mas acho que isso é típico do brasileiro. Mais importante ainda é o trabalho dos voluntários. Infelizmente, na Argentina não existe esse tipo de trabalho. Fiquei impressionado também com o marketing e as instalações esportivas. Tudo muito bom”, disse o argentino de Ushuaia, capital da província da Terra do Fogo e que mora em Córdoba há 15 anos.

Aos 37 anos, Mariano está aprendendo a falar português e esse é o quarto ano consecutivo que vem ao Brasil. Além dos Jogos Escolares da Juventude, ele participou também como técnico convidado pelo Comitê Olímpico Italiano (Coni) dos Jogos Esportivos Italianos por cinco anos, além dos Juegos Nacionales Evita, a competição argentina para jovens da mesma idade.

Já Franco Lafarga, árbitro de futebol nas horas vagas, é mais jovem, tem apenas 20 anos, e foi convidado para participar do evento em João Pessoa pelo seu interesse em todos os esportes e o entusiasmo demonstrado após uma palestra do diretor dos Jogos Escolares da Juventude, Edgar Hubner, na sua escola, em Córdoba.

“Me encanta a ideia de conhecer pessoas novas, me relacionar com gente de outros lugares”, disse Franco, que está dando o seu suor para deixar tudo pronto para os jovens atletas competirem. “Arrumamos os tapetes da luta olímpica e do judô. Agora só faltam os atletas iniciarem a competição”.

Das equipes argentinas que disputaram os Jogos Escolares da Juventude em 2015 e 2016, o principal resultado foi conquistado por Marián Buenanueva. Ela ficou com a medalha de bronze no pentatlo, em setembro, nos Jogos Escolares da Juventude João Pessoa 2016, para atletas de 12 a 14 anos, e no fim de outubro conquistou o vice-campeonato dos Juegos Nacionales Evita, na mesma prova.

Esse intercâmbio entre os dois maiores países da América do Sul se faz necessário em uma década onde o continente se tornou o centro das atenções de todo o mundo no âmbito esportivo. Afinal, nesse ano, o Rio de Janeiro sediou pela primeira vez uma edição dos Jogos Olímpicos e, em 2018, Buenos Aires receberá os Jogos Olímpicos da Juventude, outra competição inédita no continente. Somam-se ainda a esses dois eventos os Jogos Pan-americanos 2019, que acontecerá em Lima, no Peru.

Voluntários

A organização de um evento como os Jogos Escolares da Juventude não seria possível sem a participação de profissionais gabaritados e estudantes que doam a sua força de trabalho para o sucesso da competição. Em João Pessoa, 421 voluntários foram selecionados, sendo 120 estudantes de fisioterapia e enfermagem, que vão dar suporte à área médica. A parceria com o Exército Brasileiro permanece e 80 militares vão trabalhar no setor de transportes.

O grupo é composto também por estudantes de educação física, turismo, nutrição, comunicação social, engenharia, entre outros, escolhidos através de parcerias com as quatro principais universidades locais – UFPB, UNIPË, Maurício de Nassau e IFPB – ou inscrição no site do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Eles vão trabalhar em diversas áreas, como credenciamento, premiação, competição, transporte, secretaria, operacional, almoxarifado, imprensa, web, imagens, atividades culturais e centro de convivência.

Estudante do curso de eletrotécnica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Davi Araújo conheceu os Jogos Escolares da Juventude em 2014 e desde então sonhava em trabalhar no evento. Aos 19 anos, ele terá a oportunidade de acompanhar os Embaixadores dos Jogos e não vê a hora de conhecer alguns dos seus ídolos.

“Por enquanto eu faço de tudo, tenho 1001 utilidades. Hoje vou acompanhar o ensaio da Cerimônia de Abertura, na UFPB, e ajudar no que for possível. A partir de amanhã ficarei responsável em acompanhar os grandes atletas do esporte nacional nos locais de competição. Não vejo a hora de conhecer a Rafaela Silva, o Giba e os outros Embaixadores”, contou.

Apesar de não serem remunerados, os voluntários recebem alimentação, uniforme, certificado com declaração de horas de atividades e auxílio transporte. Além, é claro, da experiência, amizade e muitas histórias para contar.

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), correalizados pelo Ministério do Esporte e Grupo Globo, com apoio do Governo da Paraíba e patrocínio máster da Coca-Cola.

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